Por que muitas pessoas estão saindo das mídias sociais?
- 24 de set. de 2025
- 3 min de leitura
Não é burnout. É biologia.
E as pessoas talvez estejam, finalmente, acordando.
Eu venho falando há tempos. Não só eu, muitas outras pessoas que vivem vidas mais naturais. E que não costumam ser ouvidas, porque falar sobre simplicidade e vida natural, dificilmente dá fama.
Isso não tem nada a ver com ser “anti-tecnologia”. Pelo contrário, tem a ver com ser a favor do humano.
Basta observar ao seu redor, e se você for honesto o suficiente, olhar para si próprio.
As pessoas estão famintas por paz, por atenção e por conexões reais.

A neurociência agora comprova o que os sábios antigos do Yoga já sabiam de modo natural: nosso sistema nervoso se cura no silêncio;
A criatividade? Floresce a partir do tédio.
A exaustão do “influenciador” bate na porta, porque todo mundo é autêntico até que o acordo com a marca representada acabe. Porque em algum momento, alguns “influenciados" começam a perceber que tudo é venda fantasiada de compartilhamento, ou de “quero te ajudar a chegar onde eu estou”.
Seus neurônios continuam em constante ativação, mas o que você vê não é real.
É apenas marketing.
Já percebeu a pirâmide de “coaches" que agora vendem programas de coaching para outros “coaches”?
Um ciclo sem fim. Que se alimenta da esperança, não de resultados.
Esta é a economia da atenção. Sua atenção é a moeda.
O produto não é o crescimento, é um número maior de compradores.
Todos são especialistas. Todos já ajudaram mais de 10 mil clientes. (Esse foi um que me chamou muita atenção logo que começou)
Cada vez que você desliza a sua timeline, ou feed se preferir, há uma outra opinião propagandeada como Verdade.
O barulho, e o seu excesso, afoga a sabedoria.
Essa linguagem, que induz a sensação de emergência o tempo todo, mantém o seu sistema nervoso em dúvida constante. Portanto, em estado de alerta, ou medo, constante.
Ainda não tinha mencionado a dopamina, mas aqui vai ela.
A cada deslizada de tela, uma pequena quantia de dopamina é liberada.
A questão aqui é que o cérebro se adapta, logo, quanto mais você desliza a tela, menor a recompensa. Uma analogia? É exatamente o mesmo ciclo que acontece com os vícios de drogas.
E não só. Sabe os vídeos curtinhos que todo mundo adora porque "não tem tempo" para um conteúdo mais longo, e talvez mais profundo?
Eles induzem seu sistema nervoso simpático ao pico. Sabe o modo "ou você foge ou você luta"? Ele mesmo. E isso desregula todo o seu sistema.
Novidades mantém a sua amígdala verificando ameaças o tempo todo, e liberando cortisol.
Isso não acontece naturalmente.
Já tomou mais de 6 ou 7 doses de café expresso e percebeu que não conseguia relaxar depois?
É tipo isso…
Quando em Yoga falamos da atenção e da capacidade de foco, nem sempre recebemos a devida atenção… irônico, né?
Com tantos aplicativos, tantas opções e tantas pessoas sendo apresentadas a todo instante, parece ser cada vez mais difícil conseguir se concentrar por mais de 2 minutos. Não é só você que esquece como é permanecer tranquilo em silêncio, ou sem qualquer estímulo. Você treinou seu cérebro para isso. Os circuitos de atenção atrofiam.
Insegura? Inseguro?
Os algoritmos geram lucro. A partir das comparações.
O ego, a vergonha, a inveja, a carência, … te mantém deslizando a tela. E a serotonina? Diminui mais e mais a cada comparação. Podendo se tornar solo bem fértil para a depressão.
A quantidade excessiva de informação vem comendo pela outra beirada. Porque esse é o excesso que causa ansiedade, e se junta à sensação de incapacidade. Sem falar da memória.
Você se lembra do que assistiu hoje? Você se lembra quais são suas capacidades? Você se lembra de quem você é?
Eu podia continuar. Mas minha intenção não é te deixar para baixo.
E sim te mostrar que, talvez, as redes tenham sido criadas apenas como instrumentos, mas talvez tenham sido criadas apenas para lucro, sem se preocupar com o prejuízo que poderia causar a cada indivíduo.
Um pouquinho de responsabilidade e humildade é necessário para saírmos dessa. Afinal nós contribuímos para esse processo, em nome do conforto, em nome do dinheiro fácil. Nós contribuímos para a situação atual da humanidade. Cada um de nós. E apenas nós podemos pegar a estrada para sair dessa.
Será necessário parar de usar completamente?
Não.
Mas precisamos aprender a vê-las como ferramentas. E precisamos nos lembrar de que não, não vale qualquer coisa para chegar onde queremos! Dinheiro não é tudo. Fama, menos ainda. Enganar é errado, sempre foi e sempre vai ser. Talvez o que precisamos seja recuperar nosso poder de atenção, e o direcionar para redescobrirmos quem somos.
Nós temos mais poder do que imaginamos. E se nos uníssemos então….ainda mais!
Esse é o meu objetivo.
Te cutucar. Porque eu quero você sendo você.
Com ou sem mídia social.
Um beijo.🌷
Tatiana.
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