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Uma prática silenciosa para um mundo barulhento.

  • 31 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Muitas pessoas pensam que ‘ir para dentro’ significa aprender uma nova técnica, dominar o silêncio ou esvaziar completamente a mente.


Não é isso.


Ir para dentro não é uma fuga da vida. É um retorno ao local em que a vida não argumenta consigo mesma.


A maioria de nós já sabe quando a porta se abre. Cedinho, de manhã, antes que o mundo comece a fazer perguntas. À noite, quando as luzes estão apagadas e ninguém espera por respostas. Sentar-se sozinho na natureza, onde nada exige que sejamos qualquer coisa.


Estes momentos não são acidentes. Eles são um convite.


O primeiro passo não é ignorar ruídos. É permitir que o barulho esteja presente sem obedecê-lo.

Os pensamentos virão. Memórias. Preocupações. Planos. Isso não significa que você esteja falhando. Apenas significa que você é humano. A prática de não lutar com eles para silenciá-los, mas parar de alimentá-los, de dar-lhes energia.


Em vez de perguntar, ‘Como eu paro de pensar?’ tente perguntar ‘O que (quem) está consciente deste pensamento?' Essa simples mudança direciona a atenção para dentro sem forçar.


A respiração ajuda, mas não como uma regra ou como um contador. Apenas note que a respiração já está acontecendo sem a sua permissão. Deixe que ela te lembre que algo mais profundo do que o esforço está trabalhando.


A Gratidão não precisa ser uma lista. Ela pode ser tão pequena quanto o reconhecimento de que ‘Eu estou aqui.’ Gratidão não é positividade. É presença com uma borda suave.


O Amor não é algo que você gera nesses momentos. É algo que você recorda. Quando você para de se esforçar, ele emerge por si próprio.


Se você se sentar na natureza, deixe que ela ensine. Árvores não tentam se estabilizar. Elas simplesmente são. Pássaros não se preocupam com propósito ou significado. Eles cantam porque a respiração passa por eles.


Você não precisa de períodos longos. Pouco minutos de presença real valem mais do que horas de silêncio forçado.


E se tudo o que sentir no início for inquietação ou emoções, isso não significa fracasso. É apenas o sistema nervoso finalmente percebendo que é seguro falar.


Ir para dentro não se trata de alcançar algo mais ‘elevado’. É voltar a se conectar com aquilo que sempre esteve mais perto do que pensava.


O reino de que Jesus falou nunca esteve escondido atrás do esforço. Estava escondido atrás do barulho, da distração. E a porta nunca esteve trancada.


Eu te desejo silêncio e quietude para enxergar-se como É.

Feliz 2026.


Um beijo,

Tatiana. 🌷


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