Aprendendo Yoga pelo Instagram
- 9 de jul.
- 2 min de leitura
Ou redes sociais do mesmo tipo…
Será que o seu feed do IG, ou de outra rede, está moldando o seu Yoga mais do que o seu estudo pessoal ou mais do que o seu auto-questionamento?

Ao mesmo tempo que as mídias sociais podem inspirar, elas podem, também, distorcer.
Procure se lembrar desses 5 pontos quando você estiver navegando pelas redes como uma fonte de conhecimento Yôguico, e até mesmo Ayurvédico.
Deslize seus dedos pela tela de modo consciente.
Pratique de maneira sábia.
O Eco:
O algoritmo te alimenta com mais daquilo com que você gasta sua atenção, ou seja, aquilo que você consome, e isto pode te aprisionar a uma bolha estreita de Yoga que reflete as suas preferências, e não o Yoga em sua integridade e diversidade.
Isto limita a sua exposição aos conceitos de Yoga e, por isso, promove a percepção do Yoga de um jeito limitado e, distorcido.
As narrativas selecionadas:
Muitas postagens destacam apenas alguns aspectos de Yoga, frequentemente aqueles que impulsionam vendas, enquanto ignoram as dimensões mais profundas como ética, devoção, ou questionamento interior, que tendem a não ser tão facilmente ‘marketizados’ quanto o fitness, por exemplo.
Isto gera uma compreensão distorcida de que Yoga trata apenas de bem-estar e auto-cuidado.
A cultura da reação e a desestabilização:
Postagens que exibem flexibilidade extrema, corpos “perfeitos”, o estado apocalíptico do mundo ou 'bem-aventurança' espiritual pode desencadear frustração, exaustão, dúvida sobre si mesmo, comparação ou sentimentos que implicam em falta de valor. Isto pode te fazer perder o foco, pode desestabilizar sua jornada interior, fazendo com que não se sinta suficiente em seu Yoga.
Confundir Visibilidade e Validação:
Só porque alguém possui muitos seguidores ou conteúdo estético, não significa que o conhecimento oferecido é robusto e alinhado com a integridade do Yoga.
O Instagram está cheio de afirmações errôneas tanto sobre Yoga quanto sobre Ayurveda. Sem citações, sem contexto, ou base na tradição, essas afirmações podem induzir ao erro e à criação de expectativas nada realistas.
A simplificação excessiva para conteúdos curtos:
Ensinamentos profundos, e sagrados, são espremidos em vídeos de 30 segundos, frequentemente sem qualquer nuance ou direcionamento. Isto estimula e naturaliza o consumo do tipo fast-food do conhecimento, em lugar de uma sabedoria absorvida de forma lenta e bem processada.
Yoga é sabedoria vivida e não acúmulo de informações.
A conclusão disso tudo?
Ao mesmo tempo que o Instagram, e as redes sociais de modo geral, podem ser uma fonte de inspiração, precisamos nos lembrar que Yoga é disciplina interior.
Procure utilizar as redes sociais de maneira sábia: fique curioso, mas busque profundidade, questione aquilo que você consome, e se fundamente com um estudo autêntico.
Não permita que o algoritmo modele o seu conhecimento de Yoga, deixe a sua vivência fazer isso.
Da mesma maneira que você tem cuidado com o que come, cuide da sua ‘navegação’, porque isso é alimento para a sua mente.
Navegue conscientemente.
Pratique sabiamente.
Te desejo discernimento e sabedoria,
Tatiana. 🌷
Por favor, compartilhe.



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